O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/10/2018
No Brasil, na década de 1970, iniciavam-se os primeiros movimentos populares pela isonomia, obtendo-se nesse cenário a garantia constitucional de tais reivindicações. Entretanto, atualmente, o descaso com os índios no país fere esse princípio assegurado, em virtude de um pensamento popular retrógrado em conciliação com a insuficiência de estrutura pública eficiente. Nessa lógica, para que uma sociedade integrada seja alcançada, é necessário entender suas motivações.
A princípio, uma pesquisa realizada em 2017 pelo Instituto Ipsos Mori revela que, o Brasil é o segundo país no mundo onde não há uma busca de conhecimento pela a realidade. Ao analisar essa definição, entende-se o pensamento preconceituoso da sociedade brasileira frente aos nativos, uma vez que no contexto social em que essas pessoas estão inseridas, perpetua-se, ainda, o reflexo colonial do século XVI em acreditar que a comunidade indígena precisa ser civilizada, sendo estes donos de uma língua dialética e provenientes de uma cultura folclórica, tendo como consequência essa rejeição á marginalização, exclusão étnica e cultural dos mesmos por conta de uma alienação popular. Todavia, faz-se necessária a mudança prévia de mentalidade para a retomada de indivíduos conscientes e igualitários.
Cabe apontar, ainda, que durante o processo de redemocratização supracitado no início dessa discussão, a Constituição Federal de 1988 foi promulgada e através dela o direito de igualdade entre todos. Porém, o comportamento da autoridade governante é o outro viés para que essa premissa não atue efetivamente, visto que, a bancada ruralista da agricultura e pecuária no Brasil estão tomando as terras ocupadas pelas tribos e o Governo infelizmente não investe em medidas que respalde a proibição dessa desapropriação, evidenciando, dessa forma, a extinção dos grupos indígenas. Á vista disso, torna-se evidente a imagem de um cenário precário em infraestrutura que necessita urgentemente de atenção para a promoção da cidadania.
Diante dos fatos mencionados, o MEC em parceria com o Ministério da Cultura desenvolverá nas escolas, para alunos do Ensino Médio, palestras —- ministradas por especialistas no assunto —, debates e trabalhos em grupos que envolvam a família, com o fito de dissolver o pensamento preconceituoso existente sobre os povos indígenas e seus costumes, semeando, assim, a idealização do respeito entre as diferenças. Ademais, o Governo criará uma lei que proíba a desapropriação de terras habitadas pelos índios, considerando tal prática como crime a fim de integrar um corpo social brasileiro pluralista e justo.