O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

Desde a vinda dos portugueses em 1500, passando pelas entradas e bandeiras, culminando na sociedade hodierna, a população indígena é tratada de maneira injusta, cruel, e desumana. Ademais, a permanência em explorar as terras dos índios é ignorar a diversidade de etnias existentes, suas particularidades e seus anseios. Logo, faz-se necessário a análise diacrônica dos processos que ocorreram até o presente.

Em primeira análise, segundo o geógrafo Milton Santos, a Globalização é um fenômeno cruel, que objetiva os aspectos econômicos em detrimentos dos sociais. Sob essa ótica, podemos inferir que o avanço do agronegócio, a mineração, e a construção de usinas hidrelétricas têm sido algozes da população indígena brasileira. Visto que, mais de 70% das áreas reservadas já foram destruídas ou inundadas.

Em segunda análise, segundo o poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, cada indivíduo é um estranho ímpar. Sob essa perspectiva, é mister ressaltar que a história e a cultura do índio brasileiro precisam ser estudadas mais afundo. Logo, a população brasileira não pode, parafraseando Thomas Hobbes, ser lobos de nós mesmos.

Observa-se, portanto, que o índio brasileiro carece de ações que retomem sua dignidade e conforto. Portanto, é necessário que o Ministério do desenvolvimento social crie um plano nacional de suporte ao índio, por meio de demarcação de terras, combate aos projetos de mineração, e cancelamento das construções de usinas , além de inserir nos currículos escolares a valorização da população indígena. Com tais ações, os povos indígenas terão seus direitos garantidos, sua cultura preservada, e, por conseguinte, caminharemos para o fortalecimento de uma nação soberana e consciente.