O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 02/11/2018

A primeira geração romântica da literatura é caracterizada pelo nacionalismo e pelo indianismo. Que retratam o índio como um herói nacional, que aparecem em obras como o livro “O Guarani” de José Alencar. Contudo, a ocupação de terras indígenas, consoante ao preconceito com os povos por parte da população é contrária à idealização de Alencar e contribui para o enfraquecimento dos costumes e da pluralidade dos idiomas.

A Constituição Federal de 1988 prevê em seu artigo 231 que é dever da União demarcar as terras, proteger e fazer respeitar todos os bens indígenas. Entretanto, ultimamente acontece um grande impasse no Congresso Nacional onde latifundiários e investidores do agronegócio disputam terras indígenas, e estão dispostos à expulsarem os autóctones de seus lares. Em contrapartida, de acordo com o Ministério da Justiça mais de 654 terras indígenas aguardam a demarcação, com essa espera acontecem explorações ilegais dos recursos naturais desses territórios.

A carta de Pero Vaz de Caminha contava sobre a presença de um povo que, sob os olhares europeus de soberania, precisava ser civilizado: os índios. Hodiernamente, a sociedade brasileira ainda pensa como os portugueses do século XVI. O subjugamento a cultura indígena, considerando-os selvagens e os colocando em segundo plano na sociedade, a partir do ponto em que a cultura indígena é considerada como folclore, é uma prova do quão retrógrado é esse pensamento.

Destarte, fica evidente a problemática em que o índio ainda enfrenta no âmbito brasileiro. Tornando assim, indubitável a importância da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), juntamente com o apoio do Ministério do Meio Ambiente de fiscalizar e garantir os direitos dos índios, através de monitoramentos das terras, a fim de que cada vez mais diminuam as invasões e explorações ilegais dos recursos naturais nos territórios indígenas. De acordo com o sertanista Orlando Villas-Bôas: “O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”. Desse modo, cabe ainda ao Ministério da Educação e Cultura a realização de palestras nas escolas, ministradas por autóctones, para que as crianças e adolescentes valorizem e aprendam sobre a cultura do índio brasileiro.