O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 03/11/2018
Policarpo Quaresma, o patriota de Lima Barreto, em seu “Triste fim” se mostrava perdidamente apaixonado pelo povo indígena e enxergava o território brasileiro como o melhor lugar para se viver. Entretanto, hodiernamente, quando se observa a deficiência das medidas na luta contra marginalização dos índios, ainda muito recorrente na sociedade, devido não apenas a deturpada mentalidade social, mas também pela educação pública deficitária. Talvez, ele repensasse a sua visão.
A princípio, vale ressaltar, que segundo o conceito da “banalidade do mal”, proposto pela filósofa alemã Hannah Arendt, referente a tolerância, banalização e normalização daquilo que é assumidamente antiético na sociedade. De fato, a precária demarcação de terras indígenas por ser um caso habitual, repetitivo e sem intervenção estatal eficiente produz um conformismo na mente de parcela considerável da população nacional, o qual não só aliena os cidadãos perante ao assunto, como também oculta a real magnitude do problema.
Além disso, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial. Apesar do alto potencial econômico, o sistema educacional público ainda não se mostra totalmente eficaz e tem como reflexo a desvalorização da cultura indígena. Visto que, na maioria das vezes, a falta de debates sobre o assunto dentro das instituições de ensino faz com que os jovens se mantenham com vieses estereotipados, fruto do senso comum. Desse modo, isso propicia a frequente prática de discriminação por esse grupo expoente.
Logo, cabe ao Ministério da Educação criar um programa, para ser impulsionado nas instituições de ensino, o qual promova palestras, apresentações artísticas e saraus abertas ao público civil a respeito da importância cultural do povo indígena, dado que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador, a fim de que, consequentemente, a comunidade escolar e a sociedade no geral se eduquem. Assim, poder-se-á criar um legado condizente ao ufanismo do Policarpo Quaresma.