O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/11/2018

Complicações historicas

Os primeiros relatos de indígenas aconteceram pela carta de Pero Vaz de Caminha, que descreveu o povo que aqui vivia, como alguém que precisava ser salvo. Nesse enredo, cada um teve sua contribuição: portugueses com o genocídio dos povos nativos, jesuítas com a catequese e nós com a negação da existência desses povos que nos originaram. Em primeira análise, vale destacar o modo do pensamento sobre os indígenas é semelhante ao do colonizador depois de mais de 500 anos.

Na história brasileira, os índios são mencionados a cada instante, mas mesmo assim a população não consegue saber quem são essas pessoas; acreditam que são mitos, lenda, elementos da natureza e muito por conta do romantismo que buscou figurar o índio como algo idealizado, inocente, romântico e quase inexistente.

Convém lembrar, um outro aspecto, o qual foi a visão do índio no litoral. “Visto a partir da praia, onde estavam as populações originárias, a chegada dos portugueses significou uma invasão”, tomando como norte o pensamento do escritor Leonardo Boff, essa invasão descrita não se resumiu a terras, foi muito mais além, essa ocupação levou uma imposição e demonização cultural indígena e um dos maiores massacres da história do país que irá ser coberto pelo fator progressista português.

Essa, portanto, é uma situação que não se pode sustentar, os povos indígenas agora só precisam ser vistos como parte da nação e não com estrangeiros em seu próprio território. A integração do índio com a sociedade avança a passos pequenos com a FUNAI e seus opositores como a bancada ruralista, grandes fazendeiros que não vem a reforma agrária como solução, a sociedade que ainda não consegue “quebrar” esses muros invisíveis entre si que não os deixa conhecerem seu reflexo.