O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 03/01/2019

Na Constituição de 1988 povos indígenas foram contemplados, no qual são reconhecidos suas organizações sociais, costumes, línguas, crenças e tradições, além do direito sobre terras que tradicionalmente ocupam. No entanto, eles estão abandonados pela sociedade e pelo poder público, ou seja, pela falta de representatividade e pela omissão de ações do governo. O resultado dessas atitudes inadmissíveis é o aumento da violência institucional, por meio da discriminação étnica e conflitos territoriais.

Em princípio, a visão que a população tem em relação à cultura dos índios está relacionada com a primeira geração do romantismo. Eles os retratavam como heróis e fortes guerreiros. Mas, essas características utópicas estão longe de ser a realidade desses povos. Por exemplo, o filme baseado nas relações de respeito dos irmãos Villas-Bôas e dos índios, no qual, mostra a situação deles na sociedade brasileira e o principal, a competição pelo espaço entre os megaprojetos governamentais e conflitos com grande proprietários de terra. A consequência dessa luta foi a criação do Parque Nacional Xingu.

É válido ressaltar, ainda, que a violência indígena só aumenta, isso devido ao conflito de espaço causado pela irregularidade da demarcação de seus territórios. Resultando em alarmantes dados estatísticos de homicídio contra os índios, números divulgados pelo Conselho Indigenista Missionário que revela que 110 indígenas foram assassinados em 2017. Situação pelo qual o Movimento Indígena busca modificar, através de suas lutas pelos direitos à educação, à saúde, ao respeito e reconhecimento cultural e principalmente conservação e delimitação de suas áreas.

É fundamental, portanto, uma melhor reestruturação territórial do país para proporcionar o que é de direito institucional aos povos indígenas. Cabe ao Ministério da Justiça, juntamente com a FUNAI, organizar o número adequado de espaço para o desenvolvimento pessoal para cada índio, investindo na regularização da demarcação de zona tanto para o latifundiário como para eles. Esperando-se assim, eliminar o principal vetor de violência contra os povos indígenas.