O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 24/02/2019

“O Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”. Esses versos do Legião Urbana retratam a pouca importância dada à população indígena, o que tem como consequência a privação de seus direitos. Desde dificuldade em manter sua cultura e tradição até disputas territoriais, os índios enfrentam inúmeras dificuldades, o que torna urgente a discussão sobre os direitos dessa população.

Ao longo da história brasileira, sempre existiu a tentativa de se ocultar os costumes e direitos dos povos aborígenes. No século XX, a constituição de 1934 preconizava implicitamente uma abordagem assimilacionista à questão indígena, e assim continuou nas constituições seguintes. Foi dentro desse espírito que em 1971 teve promulgado o Estatuto do Índio (Lei nº 6.001), ainda em vigor, que declara em seu artigo 1º ter como objetivo “integrar os índios à sociedade brasileira, assimilando-os de forma harmoniosa e progressiva”.

Além disso, um dos principais direitos desses povos não é respeitado - a demarcação justa de suas terras - , as quais são garantidas pela atual Constituição Federal em seu artigo 231. Dentro desse contexto, há uma violenta disputa entre os grandes latifundiários, empresas do agronegócio, mineradoras e os nativos, os quais sofrem consequências negativas. Apenas para exemplificar, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 654 terras aguardam demarcação e 348 estão em processo de aprovação, bem como, os assassinatos dessa população.

Portanto, torna-se urgente que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em parceria com a mídia promova a conscientização da sociedade sobre a importância da preservação da cultura e da história do índio. E ao Governo Executivo, cabe garantir a proteção dos nativos, com a ampliação do apoio à FUNAI, e intensificar as fiscalizações nas zonas de demarcações e punir rigorosamente os infratores que descumprirem lei.