O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 21/01/2019

Durante a primeira fase do Romantismo brasileiro no século XIX, a literatura Indianista afirmava o indígena como o “Verdadeiro brasileiro” e encarnava em sua figura toda visão de heroísmo. Entretanto, na contemporaneidade a valorização e a contribuição dos povos nativos para a cultura brasileira de maneira direta ou indireta são ignoradas e colocadas abaixo de interesses econômicos, dessa forma, mineradoras, construções de hidrelétricas e atividades agropecuárias estão submetendo os índios brasileiros a perda de seu território e de sua identidade cultural.

A condição do aborígene brasileiro desde o período colonial sempre se mostrou insalubre, o confronto de culturas entre europeus e nativos foi desfavorável ao segundo mesmo este ter resistido continuamente ao processo de aculturação. Nesse contexto, é visível as consequências de séculos de genocídio, escravização e roubo de terras nos dias atuais, gerando um dos maiores impasses para as comunidades indígenas, a demarcação de terras. Presentemente, os povos indígenas ainda tem de enfrentar adversários movidos por um pensamento arcaico e vantagens individuais e nefastas, como por exemplo, fazendeiros interessados no avanço do agronegócio, projetos de mineração que desconsideram o meio ambiente e o planejamento de hidrelétricas que alagam florestas por completo, todas estas atividades estão diretamente ligadas com a demarcação de território indígena.

Os efeitos do descaso para com a população de aborígenes brasileiros serão catastróficos, se ainda continuarem a serem praticadas as atividades já citadas não só diversas culturas indígenas poderão desaparecer como também boa parte da fauna e flora que ainda existem por causa da proteção das comunidades indígenas. Ademais, é importante ressaltar a ineficácia do Estado e de diversos órgãos públicos na proteção de terras indígenas e alertar que se não corrigida essa omissão por parte do governo será quase impossível prestar auxílio a essas comunidades. Nesse viés, é perceptível que é de suma urgência que o Estado brasileiro reconheça o direito das comunidade indígenas as suas terras de tradicional habitação, deixando os imunes a objetivos de terceiros que não carregam nenhum benefício verdadeiro e a importância deste direito para a preservação do meio ambiente nessas áreas.

Portanto, o Poder Executivo por meio do Ministério da Agricultura, encarregado da demarcação de terras indígenas, deve assegurar aos povos nativos de acordo com o Estatuto do índio presente na lei 6001, o direito a ocupação histórica real de seu território através da agilização dos processos referentes a demarcações e de suas rápidas homologações para proporcionar meios de desenvolvimento as comunidades indígenas e proteção do meio ambiente, reconhecendo assim o indígena como protagonista de sua história como sempre o foi.