O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 24/01/2019

Embora estejam presentes na sociedade brasileira desde seu primórdio, os índios constituem atualmente um dos grupos mais esquecidos e sem voz do país. A exploração ilegal de recursos naturais em áreas indígenas e de preservação ambiental, além do desmatamento desenfreado e atos de violência contra os nativos não são um fato recente, e sim uma questão muito antiga e pouco resolvida.

Apesar das inúmeras denúncias feitas pela mídia e do intenso trabalho de fundações e ONGs, principalmente da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), nada parece ser efetivamente resolvido. Os ataques violentos à grupos e áreas indígenas muito se deve à ineficaz demarcação das terras, aliada ao grande poder e influência da bancada ruralista no Congresso Nacional, a qual defende a ocupação e a não demarcação das terras. Torna-se fácil entender os interesses defendidos pela elite rural brasileira, visto que essa é o pilar da economia desde a colonização, e para o agronegócio, quanto mais terra, mais lucro.

Assim, o impasse e a lentidão do Governo para tomar medidas efetivas, é explicado portanto, entre outros fatores, pela influência do agronegócio na política. Ademais, enquanto decisões demoram a serem adotadas, atividades ilegais de extrativismo e mineração ganham cada vez mais força. Outro aspecto a ser considerado é a falta de empatia de uma significativa parcela da sociedade no que diz respeito aos direitos e causas indígenas. Tal fato acontece, sobretudo, pela existência de preconceitos e julgamentos errôneos enraizados na sociedade e advindos da falta de informações corretas.

Sendo assim, a fim de promover justiça e resolver as questões indígenas em pauta atualmente, se faz necessário a demarcação eficaz e permanente das terras indígenas; maior fiscalização; leis mais rígidas contra invasões, posses ilegais e atos violentos contra os índios; ademais, a disseminação de informações corretas e coerentes pela mídia, para informar e envolver a população nas causas indígenas.