O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/01/2019
Capitanias da atualidade
Desde os processos denominados ascensão do capitalismo e “Revoluções industriais” , prioriza-se demasiadamente produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Dessa forma, comunidades indígenas brasileiras são colocadas à margem da sociedade em prol do lucro individual.
Em primeiro lugar, a coroa portuguesa utilizou-se de vários meios para colonizar o Brasil. Dentre eles, extensos lotes de terras foram entregues a nobreza lusitana, as chamadas “capitanias hereditárias”. Assim, os colonizadores se apropriaram de terras pertencentes aos nativos, expulsando-os cada vez mais para o interior do território. Hodiernamente, a existência indígena corre risco de dizimação por meio de empresas de mineração, agropecuária e garimpo, haja vista que o local o qual ocupam ainda é preservado naturalmente e concentra riquezas minerais.
Em segundo lugar, como o sociólogo Zygmunt Bauman indaga em seu livro “Modernidade líquida”, a atualidade é tida como uma fase a qual tudo é descartável, seja objetos, relacionamentos e pessoas. Logo, minorias como a comunidade indígena são vistas como inócuas para o sistema econômico contemporâneo. Contudo, estes indivíduos fazem parte da população brasileira e merecem ter seus direitos constitucionais respeitados. Ademais, a agressão as tribos indígenas está diretamente ligada a ameaça ao meio ambiente, pois estas vivem em profunda comunhão e respeito com a natureza, protegendo-a.
É necessário, portanto, a preservação e respeito aos índios. Por isso, órgãos como a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), juntamente com o Governo Federal devem promover a segurança destes povos por meio da demarcação correta de suas terras. Ao mesmo tempo, deve-se promover a inclusão social, construindo setores públicos nas proximidades, como escolas e hospitais.