O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 28/03/2019

Na colonização brasileira, século XVI, através das cartas de Pero Vaz de Caminha, percebe-se que o índio já era habitante da terra descoberta pelos portugueses, fato inconsiderável em relação ao respeito que se deve ter pelos nativos e suas culturas até os dias atuais. Esse percalço fica evidente pela dificuldade que os indígenas têm de preservar suas posses, garantida pela Constituição, sobre terras determinadas e pela invisibilidade que eles têm na população.

Primeiramente, os territórios indígenas se encontram como alvo de cobiça por muitos setores na sociedade, como dos latifúndios, agronegócios, bancada ruralista e mineração, já que são áreas preservadas e ricas em matérias primas. No entanto, tribos como a de Guarani Kaiowá, passados 500 anos da colonização, ainda continuam lutando para habitar em suas terras originais, causa do assassinato de inúmeros indígenas na região. Esse fato comprova o motivo de 40% das mortes em 2013 serem de indígenas, de acordo com o site G1. Dessa forma, os índios não só merecem seus direitos sobre a terra respeitados pelas consequências de um passado injusto, como também por serem os maiores preservadores do meio ambiente.

Ademais, o povo indígena só é lembrado no dia 19 de Abril, Dia do Índio, no qual as crianças são fantasiadas nas escolas com um conhecimento prévio sobre essa população. Portanto, assim como nas obras de José de Alencar, escritor da primeira geração romântica brasileira, o nativo é visto como uma figura idealizada, selvagem e vítima, carregada de preconceitos, o que traz uma consciência de cultura inferior e distante da sociedade moderna brasileira. Esse fato foi questionado no desfile da escola de samba Mangueira, a campeã no Rio de Janeiro em 2019, em que ficou evidente a crítica feita pela falta de representação do indígena na sociedade ao retratar a FUNAI como morta. Portanto, os brasileiros carecem de conhecimento para poderem reconhecer a importância desses povos.

Desse modo, percebe-se a necessidade de meios que resolvam o impasse. O Poder Legislativo, em parceria com a FUNAI, deve fiscalizar melhor a demarcação de terras dos nativos, por meio da contratação de mais profissionais destinados a esse fim, para que os povoados e suas culturas sejam protegidos. Além disso, o MEC deve inserir na grade curricular estudantil uma disciplina de conhecimento da cultura dos índios primitivos e atuais, no qual também sejam realizado nas escolas projetos de expedição a fim de visitar aldeias da região, divulgados também nas mídias sociais. Assim, a sociedade em geral irá reconhecer e valorizar o índio.