O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 19/03/2019
No século XIX, na primeira geração do Romantismo, o maior expoente dessa escola literária foi José de Alencar, que retratou na obra “Iracema” o índio como herói nacional. Entretanto, saindo do mundo literário, pode-se perceber uma clara rejeição à figura do índio, na atual sociedade brasileira, visto que eles não têm a garantia dos seus direitos. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador para a valorização do índio, seja pelo legado histórico, seja pela questão do agronegócio.
Mormente, ao avaliar a desvalorização do índio por um prisma histórico, nota-se que fenômenos decorrentes da formação do país ainda perpetuam na atualidade. Diante disso, no período de colonização do Brasil houve uma catequização dos índios, na qual, na visão dos colonizadores, eles eram considerados “selvagens”. Assim, é notório que houve uma supremacia da cultura portuguesa sobre a indígenas expandindo-se no imaginário da população que essa minoria é inferior e cada vez mais esse preconceito torna-se resistente.
É indubitável que há um crescimento do agronegócio e isso tem contribuído para um aumento de conflitos de terras indígenas. Nessa perspectiva, os financiadores estão produzindo em larga escala e afirmam que precisam de mais espaço para a produção e em alguns casos invadem terras indígenas. Paradoxalmente, algumas pessoas apoiam essa ideia, mas ainda prevalece o estereótipo de que índios não podem usufruir dos bens civilizatórios e isso faz uma analogia com os escravos libertos em 1888.
Infere-se,portanto que a desvalorização do índio é um mal para alcançar a harmonia social. Sendo assim, é fulcral que a FUNAI, por intermédio de fiscalizações mais rigorosas, que têm o objetivo de garantir os direitos dos índios, deve colocar profissionais nas comunidades indígenas para assegurar que não haja conflitos de terras ou desrespeitos por parte das pessoas que moram perto das tribos. Além disso, a família, por meio de educação e transferência de valores, devem ensinar as crianças e jovens que todos têm direitos iguais, para que haja uma sociedade igualitária.