O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 21/03/2019
Durante a primeira fase do Romantismo no Brasil, a figura do índio é valorizada e visto como símbolo nacional pela literatura. Entretanto, o reconhecimento conquistado não foi suficiente para alterar a sua exploração no processo de colonização. Assim, é imperativo analisar a exclusão social que os povos indígenas sofrem e as constantes perdas de terras.
A priori, o pensamento português sobre os índios mantém-se na sociedade até a presente época, excluindo a importância dos povos indígenas na formação do Brasil. O preconceito étnico que os mesmos sofrem é um descaso social quanto a sua cultura e acaba os colocando em segundo plano, como no direito de acesso a saúde e educação de qualidade. Por exemplo, na obra “Macunaíma” de Mário de Andrade, que retrata o índio como um ingênuo e ignorante, mostrando de fato como a maioria dos brasileiros enxergam esses povos até hoje.
De acordo com a Constituição de 1988, os índios têm o direito a demarcação de suas terras e vem sendo omitido pelo poder público. A busca de riquezas e extração de seus recursos acaba tendo prioridade a cultura e bem-estar desses povos, que sofrem atrocidades, como estupros e mortes, por lutarem por suas próprias terras. Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostram que 891 indígenas foram assassinados desde 2003 no país, resultando em uma média de 68 mortes violentas por ano. Mediante ao exposto, é evidente o quanto é necessário dar um maior valor a cultura dos povos nativos.
Todavia, a FUNAI integrada com o Ministério da Justiça deviam agilizar a demarcação das terras indígenas, tratando como prioridade, para que possam vivenciar seus costumes. As escolas também deviam dar maior ênfase aos índios, deixando-os de tratar apenas como folclore, valorizando a suas crenças e importância na história do nosso país, dando devido respeito a esses povos.