O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/03/2019
“42% da população indígena vive fora de terras indígenas”, dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, acerca da questão indígena no Brasil. Ao longo dos anos, independente da redução de seu povo e sua terra, a exploração conserva-se. Dessa forma, faz se fundamental o debate sobre preconceito étnico e as circunstâncias nas quais a questão indígena se faz relevante.
É intrínseco pontuar que, no decorrer da geração romântica brasileira, autores como José de Alencar retratavam o índio como herói. Não obstante, a desvalorização da cultura indígena, atrelada ao preconceito naturalizado pela sociedade, e a carência de idealizações como as de José de Alencar, são um empecilho para o avanço de patrimônios indígenas nacionais, tendo por exemplo o tupi.
Como consequência de anos de exploração portuguesa, houve uma fragilização no que se refere a identidade indígena, o que inibe a regulamentação e cumprimento das leis. No entanto, apesar de ser um país que tem como premissa as leis de demarcação, muitos proprietários rurais e latifundiários estão dispostos a encabeçarem invasões a terras que poderiam ser demarcadas e homologadas, contrariando os direitos básicos dos índios amparados pela Constituição Federal de 1988.
Torna-se evidente que, hoje em dia, a preservação de territórios e culturas indígenas são grandes desafios a serem enfrentados, já que, por mais que existam imposições jurídicas a respeito de áreas de preservação, elas são exploradas ilegalmente.
Desse modo, fica explícito que tal panorama precisa ser invertido. É imprescindível que o Estado Brasileiro se responsabilize pelas inspeções em territórios indígenas para assegurar o cumprimento da lei. Em segunda instância, é cabível que o MEC, Ministério da Educação, em conjunto com organizações escolares, promovam palestras a respeito da abrangente cultura dos nativos brasileiros. Ademais, uma intervenção de ONGs que lutam a favor dos direitos dos índios, com o objetivo de conscientizar e admoestar, devem ser postas em jogo, para que padrões e “pré-conceitos” sejam desconstruídos.