O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/03/2019
O romancista José de Alencar foi um dos maiores representantes da literatura indianista, que simbolizava a valorização do indígena como fictício herói nacional. Não obstante, tal questão se opõe à realidade e mostra-se vigente no cenário atual brasileiro através da exploração e aproveitamento de territórios, que, por lei, devem ser protegidos. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da comunidade indígena.
Convém ressaltar, a princípio, o desenvolvimento do agronegócio e sua contribuição para a continuidade dessa problemática. Quanto a esse fator, é oportuno considerar o desmatamento ilegal e apropriação de terras indígenas como resultante. Outrossim, a liberdade -social e cultural- desses povos permanece ameaçada, justificando, assim, a necessária proteção à comunidade local.
Paralelo a isso, manifestações compostas por índios estão cada vez mais triviais. Nesse viés, trata-se do reflexo após uma série de direito que lhes foram negados desde a época da colonização, cuja cultura indígena fora severamente criticada pelos europeus, e, tampouco, próxima de ser extinta. Essa conjuctura contraria o conceito de liberdade proposta pelo filósofo Immanuel Kant, uma vez que, para ele, o homem é condenado a ser livre e sua essência é fruto da própria escolha.
Em suma, faz-se imprescindível a sustentação de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) vinculada ao Ministério da Justiça a solidificação e aprimoramento de leis existentes que visem o asseguramento e a proteção das terras, e, portanto, a execução de penas mais severas para quem acometer. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir a liberdade dos indígenas -e suas terras- e o conceito de liberdade Kantiano seja consolidado.