O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/03/2019
O ÍNDIO CONTEMPORÂNEO
Desde tempos remotos, com a descoberta do Brasil, o índio é posto como inferior a outros povos, devido a sua cultura e maneira de viver. Além disso, durante a tentativa de busca de identidade do país, por meio da literatura, o índio será idealizado pelos autores da época, recurso esse que pode ser perceptível em obras como: O Guarani de José de Alencar, quando na trama ele atribui ao índio uma vida selvagem. Por meio dessa construção equivocada, até os dias atuais o índio sofre uma descriminalização perante a sociedade, uma vez que essa em junção com a bancada ruralista não declara a mínima sensibilidade ao índio quando o assunto são direitos delegados ao mesmo. De acordo com a Constituição de 1988, são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Entretanto, sabe-se que que isso é apenas um ‘verbalismo’, uma teoria sem prática, como já dizia Paulo Freire. Pois com o crescimento do país e a intensificação do capitalismo, o Estado Federal visa apenas benefícios a economia quando luta pelas terras pertencentes aos índios. Um acontecimento que muito se discute atualmente é a criação da usina hidrelétrica em Belo Monte, onde usufruirá do rio Xingu, fonte de sustento para tribos. Com o risco imposto pelo Estado de apropriação das terras indígenas, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), um órgão criado para a coordenar e executar políticas indígenas, como a demarcação das terras indígenas como posto na constituição, empenha-se para que isso não aconteça e trabalha para que essas terras sejam de fato demarcada. Do mesmo modo pode-se observar a falta de interesse da sociedade com tal situação. A escola juntamente com a mídia não se habilita a passar uma visão sóbria do índio e da situação de vivencia que eles se situam. “Antes de ser índio, o mesmo também é ser humano” e deve ser valorizado. Portanto é de excelência saber que atribuir direitos aos índios como qualquer outro individuo é essencial, e mais além disso, reconhece-lo como marco histórico e relevância para a formação do país é edificante.