O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/03/2019

A Funai, Fundação Nacional do Índio, é responsável, por proteger os direitos dos indígenas. No entanto, na prática, tanto o Estado como a sociedade, negligenciam os direitos desse povo. Isso acontece, entre outras razões, por questões político-econômicas e pela manutenção de um olhar inferiorizado dessa pequena parte da população brasileira.

Em primeira análise, a omissão governamental ao “assegurar” o direito dos índios se mostra como um fator agravante da situação atual desses povos. Como as propriedades indígenas ainda são inexploradas economicamente, despertam a ambição dos detentores do agronegócio brasileiro, que tomam posse das terras ilegalmente por meio da violência, resultando na dizimação de muitas tribos. Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra) quase metade das mortes por conflitos de terra são índios. Isso acontece por causa da negligência e da fiscalização governamental deficiente das propriedades dessa minoria.

Além disso, a inferiorização da cultura indígena também contribui para o descaso da mesma. Na época do quinhentismo, os portugueses que chegaram ao Brasil tinham uma visão estereotipada do índio brasileiro, documentada em várias cartas escritas pelos próprios europeus. Já no século XXI, ao invés de mudar esse olhar sobre os indígenas, o que ocorreu foi uma manutenção do mesmo. Grande parte da população atual nega e menospreza essa identidade brasileira, por julgar a cultura indígena como de um povo “não civilizado”, “selvagem”. E isso advém de uma educação sem bases sócio emocionais, além de uma mídia que propaga essa visão inferiorizada das tribos indígenas.

Fica claro, portanto, que questões políticas e sociais contribuem para o cenário vivido pelos índios no Brasil. Sendo assim, é necessária a ação do Governo Federal no aumento das fiscalizações das demarcações das terras indígenas em parceria com governos estatais e prefeituras, que podem fomentar uma observação mais local, para aumentar a segurança dos direitos indígenas. Ademais, a Base Nacional Curricular Comum deve incluir disciplinas que estimulem a empatia, cidadania e solidariedade dos alunos, para construir uma sociedade futura menos individualista. Assim como a TV deve tirar a imagem estereotipada dos índios, por meio de ficções engajadas que mostrem a importância das tribos para a construção da identidade nacional.