O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/03/2019
´´Nada é mais assustador do que a ignorância em ação``. A frase dita por Johann Goethe autor e filósofo alemão, nos da um espaço para pensar sobre a primeira fase do Romantismo no Brasil que foi pautada no nacionalismo ou indianismo. Até o final de 1852 o índio foi retratado como herói na literatura brasileira, entretanto tal reconhecimento não foi o suficiente para alterar certas formas de pensamento, já que durante séculos os portugueses tentaram romper a cultura e tradições indígenas. Atualmente, embora existam diversas leis para a proteção dessa comunidade, esse preconceito e intolerância aos índios ainda persiste.
Primeiramente, seguindo uma linha de acontecimentos históricos, precisa-se voltar para meados de 1.500, onde está o principal fator para o que vivenciamos atualmente, época que também estava vivenciando o Quinhentismo na literatura. Isso porque os Portugueses mudaram significativamente a vida dos indígenas, como foi dito romperam sua cultura, religião e tradições. De acordo com pesquisas da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), na época da chegada dos Portugueses existiam aproximadamente 10 milhões de Índios nas terras brasileiras; na atualidade os números não chegam nem a metade.
Outro aspecto relevante é o grande preconceito que essa massa sofre, que é fruto de um pensamento retrógrado. Prova disso é que segundo pesquisas da fundação Perseu Abramo, os brancos são os mais preconceituosos em relação aos indígenas estando em torno de 80%. Além disso o G1 publicou que políticos indígenas do Acre dizem sofrer preconceito racial, são considerados incapazes, fazendo jus à frase de Goethe; contudo é impressionante constatar como essa população se tornou invisível para uma grande parte do povo brasileiro. É conveniente destacar que, os movimentos sociais organizados para a luta por direitos dos indígenas ainda são bastante precários.
Diante dos argumentos supracitados, tem-se uma necessidade de que o poder público atue para resolver essa questão que se perdura por séculos. Seria pertinente a atuação no Ministério dos Direitos Humanos, onde quem compõe o gabinete é o poder executivo, promovendo a inclusão desses. A FUNAI promover fiscalizações periódicas nas comunidades indígenas, e aplicar punições aos não-índios, sempre que preciso. As escolas trazerem em seus materiais mais conteúdos falando desse povo, em como eles foram importantes e colaboraram para esse misto de cultura que temos no país, realizando assim um acervo maior de conhecimentos sobre tal assunto, e como ele implica na atualidade.