O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/03/2019

No Brasil, as questões envolvendo os povos indígenas são latentes. Esses, constantemente, estão em foco, na atualidade, pela usurpação de seus direitos e pela invasão de suas terras. Diante desse cenário, é necessário evidenciar o desrespeito à cultura do índio e a valorização dos interesses econômicos de alguns grupos.

Antes de tudo, deve-se afirmar a depreciação dos costumes indigenistas pelo estado. Isso acontece porque é recente a iniciativa de valorizá-los, já que o Sistema de Proteção ao Índio, órgão que originou a FUNAI, só foi criado na primeira década do século XX. Embora já tenham acontecido vários avanços, como a Constituição de 1988 apresentar os direitos indígenas, o governo continua falhando em não ensinar efetivamente nas escolas brasileiras a história, os costumes, a língua e a necessidade atual dos povos nativos. Por conseguinte, a escola perpetua a falsa impressão, por exemplo, no “dia do índio” que os índios são valorizados e vivem com liberdade. Entretanto, a nação não tem empatia pela causa indígena e não sabe das demandas urgentes desses povos possuem para sobreviver, como a demarcação e homologação de terras. Assim, os índios não tem sua cultura valorizada e, por isso, não é tratado como cidadão.

Outro aspecto importante é a prioridade que grupos poderosos dão ao desenvolvimento econômico em detrimento da ligação histórica dos nativos com a terra. Isso ocorre pois os grandes fazendeiros, os criadores de gado e as madeireiras , muitas vezes, invadem as terras homologadas , como as dos Awa Guajá no Maranhão e as dos Karipuna em Rondônia, para conseguir gerar lucro através do desrespeito aos índios e a violação do direito deles. Por conseguinte, quase sempre a invasão termina na morte das pessoas com menos poder bélico e menos influência político-econômica na região, ou seja, os povos nativos. De certo, esse cenário de guerra é constante porque não existe a fiscalização e a proteção das terras indígenas pelo governo brasileiro. Logo, parte da sociedade prioriza o modelo econômico ao invés de preservar efetivamente a cultura autóctone e tem a omissão estatal como auxiliadora dessa mazela social.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para isso, o MEC deve implementar uma nova diretriz nas escolas, desde o Fundamental I até o Ensino Médio, através de uma comissão de indígenas, historiadores especializados nos índios brasileiros e antropólogos para elaborar um plano de educação que revele a real necessidade indígena e a cultura desses povos. Essa iniciativa educacional terá o objetivo de