O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/03/2019

É indubitável desde o período quinhentista, as relações de subserviência e secundariedade a qual o índio é submetido. Nesse aspecto, a questão agrária aliada a sobreposição de tradições agrava essa problemática que é responsável por diminuição de parcela significativa dessa coletividade.

Em primeiro plano, grandes proprietários de terras visando estritamente o lucro acabam interferindo diretamente na manutenção vital do nativo. Na medida que apropriam-se da terra desses indivíduos minoritários, promovem uma verdadeira reforma, na qual recursos são dizimados e acabam por acarretar, modificações nos traços culturais dos indígenas.

Concomitantemente a essa dimensão socioestrutural, esse grupo étnico não recebe o verdadeiro prestígio, a discriminação é notável tanto nos centros educacionais como na sociedade.  Quando apresentados em sala de aula, é obscurecida sua preciosa história e tradição, apresentando-os como " bons selvagens “. É possível observar essa caracterização de inferioridade em um dos autos  de José de Alencar, em que as falas em tupi são recorrentemente associadas ao demônio.

Nesse cenário, quando Nietzsche ratifica que nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo, parece prever as dificuldades dos índios para conservar sua cultura em meio as divergências sociais. Destarte, os hábitos e costumes desses indivíduos, por não se encaixarem nos padrões da sociedade são considerados insignificantes.

É mister, a promulgação através dos instrumentos midiáticos e academias de ensino com finalidade de disseminar os comportamentos dessa civilização. Outrossim, é imprescindível a atuação da Fundação Nacional do Índio para assegurar a demarcação das propriedades e proporcionar a proteção e harmonização.