O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/03/2019
Os bandeirantes organizaram diversas expedições exploratórias do sertão brasileiro. Dentre seus principais objetivos, a busca, captura e apreensão do povo indígena tinham por finalidade transforma-los em mão de obra escrava. Cinco séculos se passaram, e a persistência do desrespeito contra o índio continua. Desde que o Brasil foi descoberto o índio sofre ataques de violência física e moral, e seu território continua sendo cobiçado em decorrência do seu potencial rentável, alta capacidade hídrica, e grandes reservas minerais.
Um primeiro aspecto a ser discutido é que o índio nunca foi respeitado como ser, indivíduo, cidadão. Sua autoridade como homem, habitante da terra, que futuramente viria a ser chamada de Brasil, foi negligenciada por anos. Tratados como selvagens, e vistos com um pouco de dignidade apenas pelos jesuítas, que por sua vez, também apresentavam interesse por eles, porém de caráter religioso, doutrinário. Vêm observando cada vez mais suas tribos sendo dizimadas e sua extensão territorial reduzida.
Nessa perspectiva, o índio contemporâneo continua sendo desconsiderado quando se depara com o avanço das fronteiras agrícolas para além de suas terras. Seus recursos hídricos sendo destruídos para a construção de hidrelétricas, e suas terras poluídas por consequência da mineração. A FUNAI reconhece cerca de 12,2% do território nacional como terras indígenas. Entretanto, muitas tribos pleiteiam, pois seus limites territoriais não estão sendo respeitados.
Após o exposto, percebe-se a persistência do descumprimento das leis que promovem a proteção e o direito dos povos indígenas do Brasil. Para reverter esse quadro, a FUNAI deve promover estudos de regularização, registro, e demarcação de terras tradicionalmente ocupadas. O poder legislativo deve criar leis mais severas e punitivas à violação do território e à moral do índio. De acordo com o antropólogo, Darcy Ribeiro, o Brasil, por ter sido o último país a acabar com a escravidão, carrega uma perversidade intrínseca, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade e descaso, criando, dessa forma, abusos como esses relatados pelos povos indígenas.