O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/03/2019
“O ser humano não teria alcançado a conservação do índio do país se, repetidas vezes, não tivesse tentado obter a conservação das terras indígenas do país”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a preservação da cultura e das terras pertencentes a um povo mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de preservar a cultura e as terras indígenas pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de proteger as terras indígenas do país, de modo que se impossibilite a extinção das etnias indígenas presentes em território brasileiro, está assegurado não só pelos Direitos Humanos como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que as terras indígenas são invadidas pela a atividade mineradora e há uma negligência não só por parte dos brasileiros, mas também do governo federal em não restringir a atividade mineradora para que as terras indígenas se perpetuem em território nacional, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.
Paradoxalmente, o ser humano, que é considerado como um ser racional dos demais seres vivos, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver projetos políticos sociais de preservação do patrimônio histórico e cultural do país, deixa a desejar no que se refere à proteção das terras indígenas, as quais são indispensáveis para a permanência das etnias indígenas, assim como dos valores culturais e linguísticos, em território nacional, tendo em vista que, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 34% das terras pertencentes as tribos indígenas do Brasil estão sob o interesse das empresas de mineração.
O índio brasileiro, portanto, deve ser protegido com a iniciativa do Ministério da Educação, assim como da FUNAI, em parceria com as escolas municipais, geógrafos e historiadores de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade tanto do corpo docente e discente quanto de toda população dos municípios em relação à verdadeira importância do índio no desenvolvimento histórico e cultural do Brasil, mas também dos riscos de extinção das tribos indígenas, sendo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que eles se tornem uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.