O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/03/2019

Nação desarmônica

A chegada dos portugueses fora uma verdadeira catástrofe para os nativos e resultou no extermínio de povos indígenas no Brasil, sobretudo em virtude dos conflitos. Assim, a discriminável nação luta pela manutenção de direitos e, ainda, sofre com as disputas por interesses de território - uma barbárie, incoerentemente, (oni) presente.

No que se refere à busca por áreas para colonização, verifica-se que invadiu abruptamente o cotidiano da nação tupiniquim. Nesse sentido, com a Constituição de 1988, a situação demonstrou mudança, visto que reconheceu os privilégios dos indígenas à terra em tamanho e condições adequados às suas necessidades econômicas e culturais. Entretanto, a demarcação implica em um longo processo, distribuído em sete etapas, tendo em vista que a morosidade do Governo ameaça a perda de direitos históricos, de forma que inflama os conflitos entre indígenas e ruralistas. Esse cenário de desavenças encenam em todo o país, no entanto, o estado do Mato Grosso do Sul destaca-se na instabilidade por revelar uma região de forte desenvolvimento econômico para o agronegócio.

Sob esse prisma de direitos negligenciados pelo Estado e a sociedade, os índios realizaram protestos, debates e seminários em abril de 2017, para protestar contra a redução dos seus benefícios. Essa ameaça, também afetou a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), à medida que sofreu uma reestruturação que incluiu o corte de verbas e de funcionários. Nesse viés, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira - atual campeã do carnaval do Rio de Janeiro - apresentou numa de suas alegorias a FUNAI, que demonstrava sufocar os indígenas, visto que atualmente não cumpre com seu desígnio. Por conseguinte, este recorte repercute na formação desta identidade nacional, confirmando o que a frase de Rousseau propõe: “O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se acorrentado.”

Infere-se, pois, que o malquisto povo indígena conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, o Ministério da Justiça deve acelerar o processo de demarcação de terras, através de mutirões com o Grupo Técnico Especializado (GTE), para analisar e rever as decisões de delimitação dos territórios. E, o Governo Federal, necessita capitalizar recursos e disponibilizá-los para que a FUNAI restabeleça seu serviço a favor dos nativos, a fim de que tenham seu lugar específico respeitado. Logo, a harmonia florescerá nessa civilização.