O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/03/2019
A primeira fase do Romantismo brasileiro, além de ter sido marcado pela exaltação das riquezas naturais do Brasil, foi caracterizado pela figura do indígena, na qual acabou sendo idealizado - em uma época da literatura denominada por indianismo - em que, certas vezes, retrataram-no como um mítico herói nacional. Contudo, no Brasil hodierno, é perceptível que tal enaltecimento é, em muitos casos, inexistente, seja por serem culturalmente desvalorizados ou pela disputa de terras. Por isso, é indubitável repensar a questão desse grupo social dentro desses contextos.
A priori, denota-se que a desvalorização cultural é um impasse em que jazem ideologias frívolas sobre esses povos. Paralelamente, é observável amiúde muitos acontecimentos pelos quais reafirmam que essa problemática, inerravelmente, possuem origens historicamente enraizadas; dentre elas, por exemplo, cita-se o período de expansão marítima e a consequente chegada dos portugueses ao Brasil, enquanto tentavam encontrar as índias por meio do “Períplo Africano”, tendo, deliberadamente, nomeado os primeiros habitantes de “índios” e, ao trazer os jesuítas, catequizado-os, após desconsiderar a existência do relativismo cultural. Diante disso, vê-se que, indiferentemente, é visível acontecimentos semelhantes na contemporaneidade, uma vez que, apesar de ser um país considerado laico, apresenta casos de intolerância religiosa contra os indígenas.
A posteriori, salienta-se a disputa de terras como um entrave. Em contraponto, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, aos indígenas são assegurados, após o período de ditadura militar, os direitos referentes à demarcação de terras, pela União, visto que são reconhecidos os seus direitos originários. No entanto, alguns cidadãos desconsideram esse viés e cometem atos eloquentes, como, por exemplo, invasões desses territórios e, decerto, a prática do desmatamento de plantas que serão utilizadas, posteriormente, no mercado ilegal de madeira. Por conseguinte, são atividades assim que corroboram com o ideal defendido pela Carta de 98 e relembram estados análogos ao do descobrimento do Brasil.
Portanto, são necessárias medidas que atuem no combate aos problemas derivados dessa temática. Destarte, é imperativo que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio de suas páginas de redes sociais, promova campanhas com publicidades que alertem sobre a importância da conscientização sobre a aceitação do relativismo cultural, com a publicação, por exemplo, de charges. Consequentemente, serão formados internautas crítico-reflexivos, que são capazes de reconhecer a relevância da cultura indígena brasileira e da necessidade de respeito aos seus direitos originários. Assim, essa realidade será transformada.