O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/03/2019

‘‘É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Albert Einstein, já em sua época, parecia prever uma informação importante: a dificuldade dos indivíduos em serem tolerantes. Na atual conjuntura, esse fenômeno necessita ser enfrentado na sociedade brasileira, uma vez que, entre outras consequências, o desrespeito social interfere na valorização dos grupos minoritários. Dessa forma, e necessário avaliar as principais causas dessa prática, cujo o prejuízo é enorme para cultura indígena.

Em primeiro plano, verifica-se que o olhar europeu de superioridade é perpetuado e agravado no Brasil do século 21. José de Alencar,em ‘‘Iracema’ ‘-obra lançada em 1865- descreve o índio de maneira idealizada, o chamado ‘‘bom selvagem’’, atribuindo-os características do cavaleiro medieval como honradez, sutileza e heroísmo. Desse modo, fora da ficção, nota-se a prevalência do preconceito contra a cultura indígena que é colocada como inferior, uma vez que na sociedade o índio só é lembrado e homenageado no dia 19 de abril.

Outrossim, cabe ressaltar os inúmeros conflitos agrários que assolam o país. De acordo com dados do IBGE, os indígenas representam 0,47% da população brasileira e usufruem apenas 13% do território nacional. Nesse sentido, muitos laudos de demarcação de terras da FUNAI -órgão federal vinculado ao Ministério da Justiça, com fins de assistência ao índio- estão sendo recusados pela Justiça brasileira, visto que a bancada ruralista em consonância com o agronegócio influência diretamente nessa questão,desmatando grandes áreas florestais para implantação de cultivos, pecuária dentre outras atividades, causando muitas das vezes dizimações de tribos.

Portanto, os crescentes casos de violência cultural e dizimação física indígena, em diferentes regiões do país, comprovam a urgência de medidas por parte do Governo Federal. O Ministério da Segurança em parceria com setores da mídia, deve esclarecer a população, por meio de uma ampla divulgação midiática, com propagandas televisivas e criação de uma ‘‘secretaria especial’’ que possa administrar com rigor os recursos e investimentos destinados a população indígena, por exemplo, na forma de leis mais duras que proteja esses povos. Espera-se, com isso, promover a adesão da grande população e reverter os crescentes números de genocídios e etnocídios no Brasil.