O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/03/2019
A carta de Pero Vaz de Caminha, enviada ao rei de Portugal, relatava sobre a presença de um povo, habitante da colônia descoberta, que, sob os olhares europeus de soberania, precisava ser doutrinado: os índios. Dessa forma, essa população, além de escravizada, teve que se adaptar a imposição de uma nova cultura e civilização. Contudo, mesmo com o decorrer do tempo, os direitos indígenas ainda não são respeitados, assim, é cada vez mais frequente casos de tribos desapropriadas e nativos mortos. Diante disso, é imprescindível que essa realidade seja revertida.
Em primeiro plano, é preciso refletir que, até a década de 70, as políticas indigenistas eram quase inexistentes e, mesmo nos últimos anos, o cenário permanece idêntico. Ao analisar a premissa de que o Estado é constituído como garantidor dos direitos de cada indivíduo do filósofo John Locke, constata-se a responsabilidade do Governo em assegurar os benefícios dos índios, como a propriedade das terras resididas por eles e, até mesmo, o bem estar dessa população, porém é notório o não cumprimento dessa proposição. Dessa maneira, por não serem amparados, há cada vez mais indígenas desapropriados, tribos separadas e nativos assassinados.
Outra causa que corrobora para a persistência da falta de respeito aos direitos dos índios é o continuo estabelecimento da cultura desse povo como inferior em detrimento das demais. Isso ocorre em virtude da visão colonialista, que mesmo tendo sofrido alterações ao longo do tempo, ainda está arraigada na sociedade. Em consequência disso, é frequente os indígenas serem considerados, por grande parte das pessoas, como selvagens e sem civilização, bem como isso contribui para que essa população perca suas referências culturais na tentativa de se adaptar a sociedade atual.
Fica evidente, portanto, que tanto os índios quanto seus direitos deveriam ser respeitados. Para isso, a escola poderia promover palestras para mostrar a relevância cultura indígena para o país. Isso ocorreria por meio da apresentação, seja por filmes ou visitas a tribos, da história, culinária e modo de viver dos nativos para os alunos. Dessa forma, os jovens conheceriam mais sobre essa população e o preconceito começaria a diminuir. Aliado a isso, o Governo, adjunto a Funai, Fundação Nacional do Índio, poderia desenvolver e aprovar projetos que privilegiassem esse povo. Isso aconteceria mediante visitas desse órgão a tribos, assim, veriam quais as necessidades daquele local, logo, medidas seriam realizadas para sanar os problemas existentes. Dessa maneira, a premissa de Locke seria cumprida e o direito dos indígenas assegurados.