O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/03/2019
É indubitável que a figura indígena é constante alvo de opressões e configurações inferiorizantes. Nesse contexto, sabe-se ainda de crescentes taxas de vítimas referente a interesses econômicos de uma elite. Frente a provectos fatores histórico-sociais e insuficiências governamentais, a problemática instala-se, deixando sequelas físicas e psicológicas a esse grupo social.
Nesse sentido, a violência contra o índio advém de diversos precedentes, estando entre eles, o viés exploratório e etnocêntrico demonstrado nas cartas de Pero Vaz de Caminha do século XVI. Com ênfase, a predominância de fazendeiros e mineradores como atores da agressão, em disputas por território, indica seu caráter de rastilho histórico, uma vez que resulta de fragilização e subjugação dessa parcela da sociedade. Destarte, medidas precisam ser tomadas para amenizar esse quadro.
Além disso, também dão subterfúgios ao quadro vigente deficitários sistemas educacional e judiciário. Segundo Immanuel Kant, “O homem é o que a educação faz dele”; depreende-se, portanto, a importância da mesma na formação de valores atualmente ausentes nos cidadãos infratores. Outrossim, medidas de caráter paliativo ou lento- como prisões rápidas, preventivas e processos não resolvidos- dão lugar à impunidade a qual, por sua vez, corrobora com os atos transgressores e sua continuidade.
De modo exposto, percebe-se que a violência contra os índios carece ser solucionada e tem bases antigas. É mister, portanto, intensificar e consolidar medidas já vigentes, de modo que sejam mais rígidas. Os sistemas judiciário e policial devem exercer fiscalização persistente sobre áreas delimitadas pela FUNAI. Ademais, é importante a veiculação de campanhas midiáticas objetivas, chocantes e abrangentes para conscientizar a sociedade e palestras escolares para o mesmo fim. Assim, talvez, essa parcela social seja tratada não de forma melhor que as outras mas igualitária.