O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/03/2019

Em 1500, o escrivão Pero Vaz de Caminha criou o primeiro documento da historia do Brasil. Uma carta que objetivou informar ao rei de Portugal D. Manuel I sobre a viagem às terras que posteriormente viriam a ser chamadas de Brasil. O mesmo relatou sobre povos que aqui encontrou, afirmando que eles andavam nus e não faziam o menor caso de cobrir suas vergonhas. Sob a visão Europeia, esses povos precisavam ser civilizados. Assim, percebe-se que esse olhar europeu de superioridade é perpetuado e agravado na atual sociedade brasileira.

Em primeiro plano, percebe-se que a cultura desses habitantes esta em segundo plano em detrimento dos costumes do homem branco e dos europeus presentes na sociedade. Prova disso, é que apesar de que a constituinte de 1988 garanta que a população indígena seja protegida e respeitada pela sua maneira de ver o mundo, vê-se que o que acontece é o inverso disso. Vale lembrar que essa parcela da população sofre mudanças desde a colonização do Brasil quando os jesuítas tinham como missão os catequizar. Essa catequização interferiu na cultura desses povos e isso persiste até os dias atuais.

Concomitantemente a essa dimensão, vale destacar que o país contraria as leis existentes, por não possuir uma política eficaz de demarcação de terras e nem garantir o direito dos índios. A evidência disso  está na aprovação da  PEC 215,  a qual é considerada um retrocesso por permitir a retirada da homologação das terras indígenas. Sob esse viés percebe-se que o índio esta lutando por aquilo que é dele por direito, que os mesmos tem leis que os protegem, mas que na realidade isso não acontece.

Dessa forma, torna se evidente a necessidade de superar os desafios a cerca dessa parcela da sociedade. Para tanto é essencial que o Ministério da Educação e da Cultura promovam manifestações étnicas dessa população em escolas e Governo Federal  deve colocar em pratica as já leis existentes e assim garantir os direitos dos indígenas.