O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/03/2019
Respeito Mútuo
“Quando o português chegou debaixo duma bruta chuva vestiu o índio, que pena fosse uma manhã de sol o índio tinha despido o português.” (Oswald de Andrade). Analisando a frase é possível fazer uma analogia com um fato ocorrido no Brasil no ato de seu “descobrimento”. Tema esse chamado de colonização- quando os portugueses vieram em prol de explorar as terras- consequentemente, como já haviam habitantes nessa terra os portugueses fizeram com quem parte desses (por obrigação) fossem catequizados, e vestidos, ou seja, tentaram mudar os costumes até então vindos dos índios. De acordo com essa conjuntura, os indígenas continuam sofrendo as consequências e perdendo cada vez mais suas terras e seus povos.
Concomitantemente, faz-se necessária uma maior problematização em relação ao assunto envolvendo o índio no Brasil, que desde de a época da colonização vem sofrendo com a desapropriação de terras até então habitadas por eles, além disso há ainda uma parcela de indígenas que foram e são escravizados, torturados e estuprados pelo “homem branco”. Existem cerca de novecentos mil indígenas no Brasil atualmente, que lutam para conseguirem permanecer em sua terras e que por vezes são expulsos dessas, em sua maioria são drasticamente violentados.
Em face da realidade, sabe-se que o direito dos índios no Brasil é extremamente negligenciado tanto pelo Estado, quanto pela própria sociedade. Com intuito de assegurar a proteção e os direitos dos povos indígenas no Brasil, criou-se no país o órgão da Funai (Fundação Nacional do Índio), vinculado ao Ministério da Justiça. Porém, impasses diários fazem com que seja necessário o aprimoramento desse órgão, bem como uma maior fiscalização desse, para que esses direitos sejam devidamente penhorados aos índios. Precisa-se também de maior visibilidade do assunto nas mídias sociais e televisivas, que podem vir a ensinar sobre esses e outros povos, seus costumes entre outras particularidades.
Recai, portanto, principalmente ao Ministério da Justiça, tornar viável com uma maior fiscalização, consequentemente, uma superior segurança dos povos indígenas, com auxílio do órgão Funai que possibilita os direitos desses, porém, também com a ajuda das mídias sociais, televisivas e por meio de instituições de ensino para que os indígenas sejam conhecidos, respeitados e que sua cultura faça parte de maior parcela da sociedade. “Construímos muros demais e pontes de menos” (Isaac Newton), para que essa frase e a de Oswald de Andrade supramencionada seja revertida, essas são possíveis maneiras de solucionar a questão e enfim fazer com que o índio seja respeitado em todos os meios.