O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 29/03/2019

O índio, no Brasil, é visto de forma estereotipada e inferiorizada desde o inicio da colonização brasileira, em 1500, quando os portugueses chegaram ao território e avistaram inúmeras pessoas descritas como nuas, carregando arcos e flechas; o que eles chamaram de salvação, na verdade, foi uma subordinação marcada pelo genocídio. O povo indígena ainda é notado por essa visão preconceituosa e desvalorizada, pelos próprios brasileiros, pois mais de 500 anos se passaram e eles ainda continuam lutando por uma terra que originalmente pertence a eles.

Há duas vertentes em conflito, a questão dos latifundiários e do agronegócio disputando terras, além do mais o país contraria a sua constituição por não possuir uma política eficaz de demarcação agrária e nem garantir esse direito. Tendo isso em vista, inúmeros povos são expulsos de suas propriedades ou mortos em decorrência da desenfreada expansão agrícola e até da construção irregular de usinas hidroelétricas como a do Belo Monte.

Como não bastasse, a cultura indígena não tem a valorização devida em detrimento dos costumes dos homens brancos e europeus, estes muito enraizados em nossa sociedade. Exemplo disso é a falta de difusão das histórias e tradições indígenas nas escolas, mostrando apenas o lado entre o explorador e o explorado, ou seja, mostra apenas uma visão europeia. Apesar do dia 19 de abril ser difundido nas escolas, muitas vezes serve apenas para ser uma representação idealizada da imagem do índio, o que na prática não acontece.

Nesse sentido, os povos considerados como “selvagens” e “inatos de tecnologia”, permanece com dificuldades semelhantes à de séculos anteriores em uma sociedade que deveria valorizá-los. É necessário que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) acelere o processo de marcação de terras de modo que todos os lados envolvidos sejam favorecidos. Assim como aprimorar as fiscalizações das áreas preservadas por parte do governo, punindo efetivamente invasores de terras demarcadas e a implementação da história e cultura indígena na grade curricular das escolas, afim de desconstruir essa visão inferiorizada do índio.