O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/03/2019
A chegada dos Portugueses nas terras brasileiras trouxe consigo toda a realidade europeia de hábitos e costumes. No entanto, o resultado foi a dizimação de parte da cultura e dos territórios que até então haviam sido preservados pelos indígenas. Tais questões abriram margem, nas primeiras décadas no século XXI, para intensos debates.
Em primeira análise, quando o sociólogo alemão George Simmel afirma que a relação monetária da modernidade representa o patamar máximo da individualização humana, ele ratifica o egoísmo com que o capitalismo tem se apropriado das terras dos nativos. Consequentemente, afim de gerar lucro e riquezas, muitas florestas foram derrubadas para plantio de espécies vegetais e várias reservas de minérios são exploradas ilegalmente, limitando o espaço para o convívio harmônico entre os índios e o meio natural.
Em segundo lugar, outro desafio a respeito da questão indígena é a sua cultura, que faz parte das raízes históricas do Brasil. Indubitavelmente, mesmo após mais de 500 anos do encontro entre portugueses e os habitantes locais, a tentativa de desvalorizar os hábitos de vida e os costumes da população nativa e de incorporá-los ao cotidiano moderno é bem marcante. Um reflexo disso é a extinção de quase 90% das línguas indígenas, reportada pela revista EBC.
Em suma, o índio brasileiro sofre constantes ameaças a sua etnia, sua coletividade e a integridade de seus territórios e florestas. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente fortalecer a proteção às reservas indígenas aplicando penas mais rígidas à exploração ilegal, a fim de conservar o ambiente nativo. Além disso, o Ministério da Cultura deve incluir aulas que tratem dos costumes e línguas dos índios nas escolas, por meio de filmes e palestras, com o intuito de incentivar o respeito e a aceitação de diferentes hábitos e expressões existentes no país.