O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/03/2019
Na realidade, o índio brasileiro não está em foco. Até já esteve, mas isso foi quando suas mãos serviam para carregar toras de Pau-Brasil para as feitorias e plantar cana, no início do século XVI. Hoje, os holofotes apontam para os cobiçados territórios indígenas e seus minérios. E, nesse âmbito, a posse de um Presidente com viés liberal, como o nosso, dificulta ainda mais a situação das centenas de povos indígenas, os quais sofrem de forma cruenta com o preconceito e com a morosidade da justiça.
Quanto ao primeiro, desde que deixaram de ser Ianomâmis, Guaranis, e Tupinambás para serem “índios” ou apenas “desavergonhados”, segundo Pero Vaz de Caminha, nossos ancestrais passaram a ser excluídos e, assim como os negros, sofrem com o preconceito. Pois, corroboram com a continuidade do desrespeito fatos como o que aconteceu com o Pataxó, Galdino Jesus dos Santos, incendiado enquanto dormia, em 1997.
Já em relação à lentidão do processo de demarcação que, segundo o letrista Carlos Rennó, compositor da musica “Demarcação Já!”, faz dos indígenas uma “civilização ao léo”. Tem, durante esses próximos quatro anos, mais uma força a seu favor: o governo pró liberalismo. O qual tende a aumentar massivamente a exploração dos recursos naturais e minerais do país, assim como, expandir as fronteiras agrícolas. Fatores esses que afetam diretamente a situação dos povos indígenas.
Desse modo, visto a fragilidade do índio brasileiro sob a ganancia do olhar do capital. Caberia ao cidadão brasileiro comum, imparcial aos feitiços do lucro, ir às ruas e exigir, do Ministério da Justiça, pressa na resolução do processo de remarcação das áreas indígenas. Assim como fez na década de 80 do século passado pelo direito de voto. Defendendo os direitos posse da terra e da cidadania aos verdadeiros tupiniquins.