O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/04/2019

A delimitação para um povo

A partir da visão histórica, Pedro Alvarez Cabral descobriu, o que hoje é conhecido como território brasileiro, em 1500. Mas, esse novo mundo, denominado por ele, já existia muito antes de qualquer descoberta. Haviam cerca de 3 milhões de índios que habitavam essas regiões e, séculos depois, ainda habitam mas com o número drasticamente reduzido e os direitos ameaçados.

De acordo com Apublica, 98% das terras indígenas localizam-se na Amazônia sendo grande parte delas sobre depósitos de minérios visados por grandes corporações para exploração. Parte dessas explorações são ilegais e não obedecem às mínimas normas de preservação o que favorece o esgotamento do solo, destruição dos recursos naturais e o desmatamento local. A construção de usinas e desrespeito pela delimitação das terras indígenas são outros fatores que afetam a vida da população nativa, mas promovem sua resistência e luta por direitos.

Em 2017, 4 mil índios marcharam para Brasília e se reuniram na 14 edição do movimento conhecido como Acampamento Terra Livre (ATL). Esse movimento busca ampliar os direitos da população indígena em decisões políticas e protestar contra a redução na demarcação de terras, favorecimento da bancada ruralista no congresso e corte de verbas da Funai, principal instituição de apoio a causa indígena. O principal objetivo é ampliar participação nas decisões referentes ao povo nativo.

Logo, o Governo Federal juntamente com o Poder legislativo e Executivo com a presença de representantes indígenas deve chegar a um consenso sobre a não interferência nas demarcações de terras, responsabilidade da Funai, deve garantir a execução das leis e punir os seus principais infligidores, de formar a proteger e garantir o cumprimento dos direitos, estabelecidos na constituição, voltada para todos os brasileiros.