O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/04/2019

Educação Kantiana

No romance ‘‘Guarani’’, de José de Alencar, o índio Peri foi descrito como um herói, guerreiro e bom líder. Assim como Alencar, muitos outros escritos na fase literária romancista exaltaram os índios brasileiros. No entanto, quando comparado aos dias de hoje, é perceptível que eles foram pouco a pouco sendo excluídos dos trechos, e o conhecimento da cultura e enaltecimento da força e trabalho indígena também foram enfraquecidos durante a história no Brasil. Nesse sentido, a falta de entendimento sobre a cultura dos índios associada ao problema de demarcação das terras, são questões que precisam ser analisadas.

Em primeiro lugar, é necessário discutir a conjuntura da demarcação de terras indígenas. Havia uma situação muito emblemática dentro da FUNAI, muitas vezes a falta de recurso para a criação de equipes bem preparadas para as delimitações das terras era um grande problema, já que suas consequências refletem até hoje. Entretanto, embora a demarcação tenha sido transferida para o Ministério da Agricultura, ainda não houve significativas mudanças, visto que a falta de equipes bem estruturadas ainda é uma resistência. Dessa forma, das 654 terras que aguardam a demarcação, 348 ainda nem tiveram seus processos iniciados, de acordo com dados do Conselho Indígena Missionário. Assim, as regiões indígenas se tornam propícias à conflitos por causa do interesse de exploração e extração de recursos hídricos e minerais.

Além do mais, a pauta sobre a falta de conhecimento da cultura indígena precisa ser refletida. Representantes de 274 idiomas e 305 etnias, as populações indígenas do Brasil são ricas de muitas diversidades e culturas que fazem parte da história. No entanto, o entendimento sobre isso é fraco e muito deficiente, ou até mesmo estereotipada, principalmente dentro das escolas, que é retrata o maior papel formador dos cidadãos brasileiros. Nesse sentido, essa conjuntura auxilia para o enfraquecimento das lutas e mobilizações sociais a favor da permanência e do cuidado das culturas indígenas, até mesmo no quesito da demarcações. Pois, com citou Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele.

Portanto, visto que a questão de demarcação e conhecimento da diversidade e da importância indígena no Brasil, é preciso que empresas privadas, em troca de selos de engajamento social feitos pelo Ministério Público e Governo Federal, que sejam reconhecidas internacionalmente, possam trabalhar com propagadas educativas na TV e redes sociais, sobre a real cultura dos índios e os problemas enfrentados por eles, como a situação da demarcação de terras. Desse modo, educando e mobilizando, a problemática da demarcação e da cultura e relevância indígena poderá ser sanada.