O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/04/2019

“Quem me dera, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos ‘obrigado’ “. A banda Legião Urbana já retratava, na década de 1990, o descaso com o qual os aborígenes eram tratados no Brasil. De maneira análoga, hoje pode-se observar as transformações sociais que a população indígena sofre em decorrência das degradações territoriais e do preconceito sobre suas culturas, problemas esses, deixados pelo colonizadores portugueses.

A princípio, é importante destacar, que o conflito de terras é um assunto recorrente na atualidade, dados os embates entre índios e empresários do agronegócio. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 110 indígenas foram assassinados no país, em 2017, na tentativa de preservar seus territórios. Dessa maneira, fica evidente que os Pilares Democráticos de Igualdade, Equidade, Justiça e Liberdade não são respeitados, uma vez que, os cuidados e a defesa da população indígena sofre com as negligências de uma sociedade capitalista.

É válido destacar, também, que o preconceito sobre a cultura aborígene ainda persiste. Apesar, de ter passado mais de 500 anos desde que a Carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita, hodiernamente, algumas ideias ainda expressam a discriminação contra os indígenas. Entre essas, estão as de que os índios são aculturados, por exemplo. Porém, essa afirmação não condiz com a realidade, já que nos dias de hoje encontra-se diversos costumes deixados pelo primeiros habitantes do país. Sendo assim, tal cultura deve ser preservada, pois além de ser uma das formadoras do Brasil, é também, um patrimônio cultural imaterial.

É fundamental, portanto, que o Ministério da Justiça e a FUNAI agilizem a demarcação de terras e trate tais mazelas como prioridade, já que este é um direito garantido na Constituição. Assim, os nativos poderão viver sua cultura e seus costumes de maneira plena. Somado a isso, as escolas, através dos professores de história, devem abordar a participação aborígene na História do Brasil e criar a Semana do Índio, na qual serão levados indígenas para o ambiente escolar. Logo, poder-se-á mostrar os costumes e cultura de forma real, e assim, mitigar o preconceito sobre esses povos, vigente nos dias atuais. Dessa forma, além de respeitar os direitos sociais, será possível ensinar as próximas gerações a agradecer pelo legado deixado, como é citado na música de Renato Russo.