O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 16/07/2019

No poema indianista “Juca Pirama”, Gonçalves Dias ressalta os valores e tradições dos povos indígenas, bem como enfatiza a imagem do índio como ser irrefutável para a criação da identidade nacional, ideia consolidada desde o séc XIX até o presente momento. Conquanto, apesar das características religiosas, políticas e culturais do nativo ainda permaneceram vigentes e em constante manifestações,percebe-se um esquecimento do índio como cidadão ativo e com um papel na sociedade. É necessário expandir as integrações, assegurar os direitos civis, e exaltar os valores e costumes dos povos indígenas assim como na obra gonçalviana.

Segundo Karl Marx, o homem deve ter uma relação harmónica com a natureza, pois dela tudo se retira para a sobrevivência do ser. Os constantes desmatamentos irregulares(acometidos pela desinformação acerca da importância da preservação) podem levar o Brasil a uma diminuição da sua  biodiversidade. Isso se anularia caso a população tivesse maior contato com as primícias indígenas, nas quais são fundamentadas no respeito ao meio ambiente.Os índios sabem da importância do cuidado das matas: na amazônia, 11 milhões de hectares são de reservas indígenas, e destes 80% apresentam elevada preservação. Diante disso, se faz necessária a integração do índio na reeducação ambiental do restante da população para que haja o equilíbrio homem-natureza proposto por Marx.

A constituição de 88 estabelece normas que protegem os direitos dos índios,de fato, os índios tem virtudes em todas as esferas como: cotas nas universidades, postos de saúde nas aldeias e a própria Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que trata de questões territoriais. Todavia, a maioria da sociedade ainda vê a figura do índio como um personagem histórico, que só teve relevância no passado colonial. Esse paradigma retardada a introdução do índio como cidadão presente na atualidade e contribui para o desconhecimento da vasta riqueza indígena ainda viva no país. É preciso que seja  estabelecida representatidade na mídia voltada a essa parte da nação, tal como a escritora  índia Eliane Potiguara, que em suas obras dissemina a cultura de seu povo, e o personagem de Maurício de Sousa, “Papa-capim” que através de historias em quadrinhos apresenta a cultura do índio para crianças.

Para que os índios da comtemporaneidade tenham seus aspectos cativados como outrora foram nos poemas indianistas, é essencial que os departamentos de antropologia das universidades em parceria com a secretaria de cultura dos municípios realizem amostras culturais em praças públicas referentes a pluralidade das inúmeras tribos indígenas, ressaltando suas majoritariedades. Ademais, figuras públicas, como a escritora Eliana Potiguara, com apoio da FUNAI  seu trabalho dissemine seu trabalho nas redes sociais para que assim toda a nação orgulhe-se de seu “tupi” e seu “guarani”.