O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 19/07/2019
A Constituição Federal de 1988 regulamenta a situação dos índios como cidadãos brasileiros. Nessa perspectiva, tal legislação emerge como caminho para preservação e integração aborígene na comunhão nacional. No entanto, registra-se um alto descomprometimento do país quanto a garantia dos direitos desses habitantes. Essa realidade resulta, sobretudo, da segregação cultural e do desrespeito à demarcação de terras indígenas.
A priori, a discriminação e desvalorização dos nativos é um agravante para o descaso com essa população. A saber, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número desses indivíduos nas cidades diminui pois houve um massivo retorno para aldeias e campos.Isso se justifica porque não há inclusão para esses na sociedade, faltando espaço para que suas culturas e famílias se tornem aceitas e valorizadas. Esse panorama segrega 305 etnias e dificulta a formação de uma unidade nacional. Observa-se de tal forma a necessidade de agregação entre costumes e tradições da pátria.
Ademais, é possível inferir que as terras indígenas são pouco preservadas. Haja vista, diante o interesse socioeconômico por essas áreas, comunidades são despejadas das reservas demarcadas pelo Estado, ficando sujeitas a falta de moradia e a exploração no agronegócio, como mostrado no documentário “À sombra de um delírio verde”. Consequentemente, a situação dos nativos no Brasil é a mais grave no mundo conforme apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Infere-se, portanto, que cumpre à União preservar e proteger os índios. Para isso, faz-se necessário projetos nas escolas, praças, e espaços públicos, organizados através de verbas governamentais, que prestigiem a cultura desses povos, cedendo espaço para que esse patrimônio possa ser conhecido, com o intuito de incorporar hábitos de inúmeras etnias às manifestações populares. Além disso, o governo deve assegurar que as conquistas de terras para aldeias não estejam ameaçadas, garantindo o espaço de desenvolvimento das famílias aborígenes.