O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 08/09/2019
No período de colonização os indígenas tiveram suas terrar tomadas e serviram de escravos para que Portugal pudesse aumentar sua economia. Na atualidade, a situação não se torna muito diferente, os grandes produtores agrícolas estão tomando posse do território pertencente ao índio, isso ocorre tanto pela falta da devida demarcação, quanto pela correta fiscalização das leis que garantem tal direito. Portanto, nota-se que se o descaso governamental continuar o Brasil irá perder um pedaço da sua origem.
Em primeiro lugar, de acordo com a FUNAI existem apenas 544 terras indígenas, e, dessas, apenas 426 estão regularizadas. Diante disso, é importante frisar que há um descaso governamental em manter viva a cultura nativa, pois a determinação do território garante ao índio a proteção dos seus costumes e a liberdade para usufruir de suas terras. Logo, não há dúvida de que os povos que habitam os 118 territórios não demarcados, posteriormente, poderão ter sua crença, liberdade e até mesmo o seu grupo extinto.
Em segunda análise, é notório destacar que a delimitação do território dos nativos é essencial para manter a história de tal grupo viva, entretanto, mesmo havendo essa determinação, alguns produtores rurais burlam os direitos que são garantidos aos índios. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), só em 2019 foram registrados 8 ataques a terras indígenas. Desta forma, as leis são de extrema importância para que não haja um extermínio dos nativos, e, assim, é crucial que haja uma maior fiscalização para garantir que o índio possa usufruir dos seus direitos.
Destarte, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Para que a cultura indígena permaneça viva no Brasil, urge que o governo deve, por meio de multas e punições, castigar qualquer ato que vise infligir os direitos garantido aos índios, com o fito de assegurar que permaneça viva a história de formação do povo brasileiro. Só assim o país conseguirá modificar tal situação.