O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 12/10/2019
Segundo José saramago, em A história do cerco de Lisboa: “Entre o martelo e a bigorna somos um ferro em brasa que de tanto lhe baterem se apaga.” Nesta, esta uma explicação metafórica, acerca dos desafios enfrentados pelos povos indígenas no Brasil, que em decorrência da colonização, foram massacrados humanamente e culturalmente. Contudo, a imposição do processo de escravidão indígena, desapropriação de seus territórios e conflitos armados, resultaram num cenário social desigual. Dessa forma, a omissão do Estado frente a tais problemas, solidifica a marginalização dos povos indígenas.
Como exemplifica Saramago, a situação de submissão derivada da hostilização do ser humano, invariavelmente leva ao desmembramento da cultura e a arbitrariedade de direitos. Em vista disso, os índices de violência tornam-se cada vez mais altos e a sociedade cada vez menos inclusiva.
Embora, o Brasil seja um país democrático, com a promoção aos direitos dos cidadãos, a segregação social está vinculada a atualidade. Conforme, a pesquisa do Conselho missionário indianista, com dados de 2015, cerca de 654 áreas indígenas aguardam demarcação e em 348 delas, o processo nem foi iniciado. Logo, desatenção do poder público aos direitos indígenas, especialmente no direito a terras, deixa claro que a humanidade básica indígena é dificilmente reconhecida.
Em consequência disso, a população indígena esta cada vez mais vulnerável, visto que, além da falta de territórios, também sofrem com a violência dos grandes proprietários com ações possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio. Assim, o Índio na atual sociedade brasileira, sobrevive as custas de si mesmo, com falta de direitos, território e respeito. Portanto, a questão do índio na sociedade, deve ser enfatizada, é necessário a intervenção do Ministério da justiça e segurança pública, no que diz respeito a demarcação de terras indígenas e promoção das garantias constitucionais, tais como: segurança e defesa, além de agilizar os processos em andamento, visando o bem-estar dessas populações e a punição de empresas e proprietários que abusam do poder e cometem crimes contra indígenas.