O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/10/2019
O avanço do cinturão do agronegócio hoje, o pau-brasil para tingir ontem; os povos nativos são vistos como obstáculos ou como coletores quando o assunto é economia. Existe uma falta de reconhecimento de que a cultura indígena é muito mais do que Iracema, Macunaíma, Ubirajara, Guarani, e tal questão é um dos desafios na atualidade. A sociedade brasileira não compreende a diversidade de seu povo e por conta disso, os uniformiza e distancia para facilitar a negociação de terra e das riquezas incontestáveis.
Primeiramente, no decorrer da história mudou-se a exploração da matéria prima, o branco não é mais o colonizador, e o índio que foi exposto, catequizado, vestido, dizimado por doenças e por sanguinários, esse tenta resistir, ainda. Ele, junto a órgãos de proteção e a Comissão de Direitos Humanos, lutam por territórios e meios de sobrevivência. O maior impasse é que são segregados e colocados como incapazes até hoje.
Outrossim, no dia dezenove de abril, antigamente as crianças saiam caracterizadas da escola, mas hoje em muitas instituições de ensino nem se quer comentam a data. Dessa maneira, apaga-se a história, a exemplo, a tentativa de destruição do museu com o intuito de construir um estacionamento para a copa do mundo de 2014, ao lado do Maracanã que do Tupi significa semelhante a um chocalho, a derrota foi maior que o 7x1. Sua cultura é hierarquizada, seus hábitos questionados e sua inteligência debochada. Infelizmente, o importante para os empresários é o lucro e não a história do país, comprovando que o capitalismo é selvagem e não o nativo originário.
Logo, o respeito a Constituição de 1988 é prioritário, além de uma autonomia indígena por meio de uma política governamental de inclusão com o objetivo de oferecer educação e saúde aos grupos étnicos, os mesmos direitos que os outros brasileiros. Outra medida é o retorno do compromisso com o ensino do folclore das principais etnias regionais nas escolas públicas e particulares de todo o país. Ademais, os Ministérios da Educação e da Cultura devem financiar atividades como palestras, feiras escolares e aulas regulares nas instituições de ensino, com o propósito de valorizar os nativos e suas diversidades para que sua ciência, cultura e experiência sejam preservadas, expostas e estudadas a fim de garantir a continuidade das origens do povo brasileiro.