O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/02/2020
Ao adentrarem em território brasileiro, os portugueses tornaram-se soberanos. Expulsaram os índios de suas terras e exploraram tudo o que fosse de valor desde o pau-brasil ao ouro de nossas terras. Atualmente, os povos indígenas, após terem tido suas vozes silenciadas e suas terras roubadas, continuam sendo vítimas de uma exploração desenfreada. Diante disso, é preciso fazer o caminho inverso ao que trilhou-se no passado e repensar tal posição de soberania.
Dessa forma, a demarcação de terras indígenas é um dos principais crimes contra essa população na atualidade. Afinal, trata-se de interesses econômicos por parte do Estado o que colabora com a extinção desses povos. De acordo com o antropólogo Darcy Ribeiro, a população indígena caiu de 1 milhão para 200 mil pessoas durante o século 20 resultado das atividades econômicas e expansão das atividades agrícolas, especialmente na Amazônia, onde se encontra a maior parte da população indígena.
Consequentemente, esses conflitos geram outro grande problema: a violência contra os índios. Segundo a CMI (Conselho Indigenista Missionário), entre 2010 e 2017 foram 350 índios assassinados em conflitos. Dentre os casos de violência destaca-se o massacre contra o povo Akroá-Gamella no Maranhão em 2017, quando um grupo de jovens atacou severamente uma comunidade que vinha desde 2015 retomando áreas de seu território tradicional. Tal episódio, é o reflexo da violação ao direito à terra e à proteção que o Estado deve garantir aos índios.
Portanto, a luta desses povos pela sobrevivência tem sido marcada por eventos dramáticos que mancham a história do país. Para tanto, é necessário que o governo impeça o avanço do exploração econômica para essas regiões. Também, é preciso que reforce a comunicação, com cada tribo, para protegê-las de ataques e invasões, uma vez que muitas reservas legais são constantemente atacadas.