O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 15/04/2020
O livro ‘‘O Fundador’’ de Aydano Roriz, retrata a história da colonização portuguesa na região Nordeste do Brasil, de modo que retrata a exploração dos portugueses para com o povo nativo, genericamente chamados de índios. Entretanto, após cinco séculos ainda é comum o preconceito e a invasão das terras pertencentes a esse povo. Com efeito, este cenário é fruto tanto do preconceito popular quanto da falta de fiscalização nas terras indígenas.
Vale ressaltar, inicialmente, que há um preconceito histórico e educacional com os índios. Sob essa análise, percebe-se que durante o período barroco brasileiro, no século XVI, as obras associavam a cultura do indígena a figura do mal, enquanto a dos portugueses era representada como boa e pura, com o intuito de facilitar a catequese do povo nativo. Nesse sentido, percebe-se que se difundiu uma visão preconceituosa desse povo a séculos atrás que até hoje está presente na educação eurocêntrica brasileira.
Ainda, sob esse viés, é fundamental salientar o exponencial número de invasões à terras reservadas aos índios. Comprova-se, assim, com dados de uma pesquisa realizada pelo Conselho Indigenista Missionário que relata que 160 reservas indígenas foram invadidas para exploração em 2019. Torna-se evidente, portanto que apesar da Constituição Cidadã fornecer o direito à terra a falta de fiscalização impede esse povo de usufruir de seus direitos.
Portanto, percebe-se a que o preconceito aliado a negligência governamental fomentam o cenário caótico vivenciado pelos povos nativos. Por isso, é imprescindível que o Governo Federal aliado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública criar um orgão especializado na fiscalização das terras desse povo, como uma delegacia que atue nas fronteiras dessas reservas, por meio do supervisionamento constante dessas áreas. Tal medida tem o intuito de evitar a invasão as terras demarcadas aos índios, de modo que eles possam usufruir dos direitos que lhe são garantidos.