O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 08/05/2020
Durante o século XIX, surgiu no Brasil uma geração de escritores do movimento denomidado Romantismo, que durante a sua primeira fase buscou retratar em suas obras uma valorização nacionalista. O índio foi um dos destaques do movimento sendo considerado um ser valente, dominador da exaltada flora brasileira, um héroi. Nos dias atuais isso é bem diferente, o ser que foi protagonista de um período literário vive a margem da sociedade, perdendo a cada dia a mais o seu espaço. Com isso, é nítido a relevância da problemática na atualidade, na qual o índio vem sofrendo a queda de seus direitos.
Em primeiro lugar, a população indígena perdeu muito desde seu primeiro contato com o homem branco. Com a chegada do europeu ao Brasil, muitos índios morreram, massacrados ou por doenças trazidas da Europa, devido isso somado a visão de superioridade dos colonizadores, como exemplo eles julgavam sua religião como a correta catequizando os indígenas. Assim, com essas medidas gerou-se uma aculturação desses povos que perderam muitas culturas, como línguas, danças e comidas.
Além disso, o índio também foi perdendo seu espaço físico. De acordo com pesquisas da FUNAI, fundação brasileira de proteção ao índio, cerca de mais de 50% da população indígena presente no Brasil mora nas regiões Norte e Centro-Oeste. Nestas regiões se encontram também as maiores taxas de agricultura e pecuária, as quais todos anos geram desmatamento e queimadas, “obrigando” a população presentes nas áreas desmatadas a se deslocarem para outros locais. Fica evidente que os índios apresentam grandes proteções perante a lei, mas na realidade essa proteção é incerta.
Portanto, medidas devem ser tomadas com o intuito de minimizar a temática, que apresenta a população indígena com baixa de seus benefícios assegurados por lei. A FUNAI em parceria com a IPAN, devem ampliar pesquisas de tradições e costumes indígenas e assegurarem sua prescrição como bens imaterais, com o objetivo de proteger a conservação dessas culturas. Sendo feito registro em cada comunidade de suas culturas por especialistas da IPAN. A FUNAI deve também ampliar vistoria das demarcações indígenas, através de visitas periódicas com a finalidade de garantir que empresários não tomem terras dos índios.