O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/05/2020

A Constituição Brasileira de 1988, garante no seu artigo 231, proteção e preservação da cultura indígena. No entanto, tal prerrogativa não tem se cumprido na prática. Isso se evidencia na luta diária dos índios pelos territórios que habitam, como também na forma europeizada que as escolas e os livros didáticos tratam esse povo que tanto fez pelo Brasil.

Em primeira instância, é primordial ressaltar que a violência com a população aborígenes e a disputa por suas terras tem crescido assustadoramente. Consoante o jornal O Globo, em 2015, no Mato Grosso foram assassinados 54 índios que estavam defendendo seu território. Nesse viés, percebe-se a falta de demarcação fundiária e proteção por parte do Estado que deixa a população indígena refém de pessoas que não compreendem o respeito e as diferenças culturais. Por conseguinte, muitos nativos morrem, perdem suas famílias, e muitas vez os costumes nem sequer são lembrados.

Outrossim, convém relacionar ainda a visão distorcida em que os índios são apresentados nos livros didáticos. Tendo em vista que a imagem de um povo preguiçoso e pacífico, que foi de bem grado colonizado, cria-se um estereótipo equivocado dos índios. Dessa forma, os alunos crescem sem entender a importância dos nativos para o Brasil, e como dizia Orlando Villas Boas, as diferenças entre culturas devem ser respeitas e procurar entendê-las é fundamental. Logo, é fundamental que os livros e professores ressaltem a etnia dos autóctones, a fim de mudar a imagem pré-estabelecida dessa população.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para cumprir as garantias e direitos estabelecidos pela constituição. Para tanto, cabe ao Governo, em consonância com o Poder Judiciário, punir não só de forma coercitiva, mas também educativa, com trabalhos voluntários para aqueles que de forma violenta expulsa os índios de suas terras, a fim de que aprendam sobre os costumes e a vida desse povo. Por fim, o Ministério da Educação e as escolas, devem fornecer palestras e disciplinas dada pelos próprios índios, que tratam sobre equidade, com o objetivo de alterar o estereótipo formado de forma errada sobre eles. Assim, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual, e segundo Oscar Wilde, o primeiro passo é o mais importante para mudar a realidade.