O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 07/07/2020
Durante o período colonial, a visão eurocêntrica caracterizava os índios como bárbaros e selvagens. Esse conceito, ainda se faz presente mesmo após 500 anos. Dentro dessa realidade, é notório o descaso com essa parcela da sociedade. Logo, fica evidente, a necessidade de combater os desafios enfrentados pelos nativos, seja por conflitos agrários ou pela depreciação de costumes.
Deve-se pontuar, antes de tudo, as constantes disputas territoriais dos aborígenes com fazendeiros do agronegócio. Segundo o Censo IBGE 2010, apenas 57,7% dessa população moravam em terras indígenas oficialmente reconhecidas. Entretanto, a Constituição de 88 prevê a posse permanente dos espaços tradicionalmente ocupados pelos indígenas. Isto posto, destaca-se a ineficiência governamental no cumprimento de um direito constitucional.
Cabe analisar também, a distorção, e por conseguinte, a desvalorização da cultura indígena. É sabido que obras indianistas - da primeira fase do romantismo - como “Iracema” e “O Guarani” do autor José de Alencar, descreviam indivíduos europeizado, sem exaltar realmente a cultura nacional. Com isso a caracterização descrita na literatura assumiu o lugar da real na visão da sociedade, a ponto de colocar em risco o patrimônio cultural imaterial.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a opressão sofridas pelos índios. Destarte, urge que a Fundação Nacional do Índio- FUNAI, por meio de um mapeamento territorial, faça a demarcação do território das populações indígenas, com o intuito de fazer valer o direito constitucional - acabando com os conflitos de terras com outros grupos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com ONG´s de apoio, a criação de material didático distribuído nas escolas, com o fito de apresentar a legitima cultura. Somente assim, será possível garantir os direitos dos nativos e derrubar os estereótipos concebidos no período colonial.