O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/08/2020
No ano de 1500, na nação, houve o primeiro contato entre portugueses e indígenas, os quais foram distinguidos como selvagens e ingênuos devido a sua forma de viver e os conhecimentos distintos que os europeus possuíam. Em decorrência disso, a exclusão dos nativos brasileiros , como pertencentes da sociedade, fez com que não tivessem seus direitos garantidos, algo permanente nos dias atuais. Não só o preconceito da população, mas também a violência que os mesmos sofrem, contribuem para que grande parte dos indígenas não tenham uma vida digna e próspera. Nessa lógica, é necessário a realização do caminho inverso que trilhamos um dia e repensarmos a nossa posição de soberania.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito enraizado da sociedade contribui para o crescimento do esteriótipo indígena, um indivíduo preguiçoso e selvagem. No livro “Iracema” de José de Alencar, é narrada a história do encontro conflituoso entre indígenas e europeus “brancos” no território recém descoberto, futuramente chamado de Brasil. Fora da obra, é perceptível que mesmo após séculos terem se passado, o índio ainda é visto como inferior na sociedade. Prova disso é classificarmos, popularmente, nossa língua como oficial, enquanto a deles são dialetos, assim como a nossa cultura é classificada como rica e civilizada, e a deles é considerada folclore por muito de nós.
Ademais, é válido salientar a violência sofrida pelos nativos como promotor da inclusão dessa parcela da população na comunidade. A questão indígena só entrou em pauta a partir da Constituição Federal de 1988, que assegura em sua legislação os direitos dos índios, punindo qualquer tipo de violência, sendo ela moral ou física. Todavia, é notório a dificuldade do cumprimento dessas leis, visto que, segundo o Relatório Nacional do Conselho Indigenista Missionário, 135 indígenas foram assassinados em 2018 – um aumento de 23% em relação ao ano anterior. Diante aos dados supracitados, é necessário maior intervenção do Governo na defesa dos direitos indígenas.
Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de diminuir os casos de violência contra os aborígines e promover uma vida próspera e digna para os mesmos, urge ao Poder Legislativo a promoção e fiscalização de novas leis que assegurem os direitos indígenas presentes na Constituição. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação por intermédio dos centros de mídia, a criação de palestras com o fito de conscientizar o povo brasileiro sobre a importância da cultura indígena no processo de formação do país, tendo como palestrantes nativos, a fim de difundir costumes daqueles que ocupavam a terra antes de nós, não repetindo os mesmos erros realizados no passado formando uma população mais homogênea e igualitária.