O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/08/2020
Os termos ‘índios e indígenas’ são nomes generalizados, pois englobam os grupos que em tempos antigos foram chamados de Karajá, Suyá, Kamayurá e Xavante. Os nomes dados são heranças do período de colonização.
Apesar de serem diferentes, falando outra língua, tendo costumes diferentes, eles têm que adquirir os conhecimentos e culturas que não seja a deles, isso se torna necessário para que essa minoria nacional possa, diante da cultura dominante, estabelecer os seus direitos e suas reivindicações ao país ao qual estão vivendo.
Segundo as pesquisas do órgão oficial do governo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram apontados por volta de 734.131 mil pessoas que se consideravam índios, embora o censo efetuado pela Funai estima que esse número seja bem menor, pois consideram como índio somente aqueles que vivem em reservas, com isso, o numero de índios cai para aproximadamente 358 mil. Nos dias de hoje, os principais centros de concentração de índios se localizam nas regiões do Amazonas, Nordeste, Centro-sul e no estado do Mato Grosso do Sul.
Existem muita diversidade, os grupos de índios são extremamente diferentes, há diversificações no idioma, valores, mitos, regras, tipos de moradias, entre outros. De acordo com essa variação, são reconhecidos 215 grupos indígenas distintos e com uma variedade de mais de 180 línguas.
Os grupos indígenas podem ser diferenciados segundo o nível de contato com a civilização branca. Eles podem ser considerados como isolados, integrados, e contato intermitente. Isolados, significa que quase nunca se comunica com brancos, Integrados eles falam português e também trabalham nas cidades, e contato intermitente ele tem contato permanente com os brancos.
Se parar para pensar a quantidade de índios desde o período do descobrimento fica claro que essa minoria foi praticamente extinta, a ocupação foi instituída através das sociedades indígenas que aqui viviam, bem antes dos homens chamados ‘civilizados’ chegarem.
Diante disso, os principais motivos do restrito número de índios no Brasil são basicamente a expropriação de suas terras para ceder à ocupação rural e urbana, grande quantidade de índios mortos em lutas contra brancos e, principalmente, por doenças que naquela época eram desconhecidas, já que esses não possuíam anticorpos contra doenças como gripe e sarampo, que foram transmitidas através do contato com os brancos. Houve tempos que essas e outras promoveram epidemias avassaladoras.