O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/08/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade, independente da raça, cor, sexo ou religião. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que o preconceito com o índio ainda é presente no Brasil. Esse cenário nefasto, ocorre não só devido à visão estereotipada, mas também à falta no acesso a educação. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de encontrar caminhos para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar, percebe-se que o legado histórico em relação à visão estereotipada do indígena é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Nesse sentido, Cazuza, cantor brasileiro que marcou a nação com letras de alta representatividade social, preocupou-se com a reincidência de questões sociais em sua música “O tempo não para” com o trecho “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, a crítica do cantor se faz necessária na atualidade, principalmente em relação a essa questão, pois ainda hoje uma parte da população vê os índios como preguiçosos, como improdutivos e como empecilho para o desenvolvimento da nação. É incabível, portanto, que um país signatário dos direitos humanos permita que sua sociedade continue a sofrer as consequências de tal legado.

Outrossim, destaca-se que esse problema também ocorre devido à escassez a uma educação de boa qualidade para os índios. Isso ocorre, pois ainda não se estruturou um sistema que atenda as necessidades educacionais dos povos indígenas de acordo com seus interesses, respeitando seus modos e ritmos de vida, resguardando o papel da comunidade indígena na definição e no funcionamento no tipo de escola que desejam. Além disso, segundo o Ministério da Educação, quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico, ou seja, quase metade dos alunos indígenas não tem acesso a uma educação de boa qualidade.

Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Tais eventos devem ser abertos a toda a população, com oficinas, exposições, palestras e curta-metragem que apresentem para a sociedade a importância desse povo. Espera-se que, dessa forma, a população brasileira possa romper com essa visão preconceituosa e passe a valorizar a diversidade cultural e étnico-racial.