O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/08/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o preconceito com o índio brasileiro na atualidade afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelos estereótipos que são aplicados sobre eles, seja pela sobreposição de costumes, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano a priori, percebe-se que o legado histórico em relação à visão estereotipada do indígena é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Nesse sentido, Cazuza, cantor brasileiro que marcou a nação com letras de alta representatividade social, preocupou-se com a reincidência de questões sociais em sua música “O tempo não para” com o trecho “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, a crítica do cantor se faz necessária na atualidade, principalmente em relação a essa questão, pois ainda hoje uma parte da população vê os índios como preguiçosos, como improdutivos e como empecilho para o desenvolvimento da nação. É incabível, portanto, que um país signatário dos direitos humanos permita que sua sociedade continue a sofrer as consequências de tal legado.

Em segundo plano podemos destacar o fato de que a cultura desses indivíduos é esquecida de pouco em pouco devido aos costumes dos homens brancos e europeus, que acabam sendo os mais aderidos em nossa sociedade. Essa desvalorização também se encontra nos dias de hoje em vários contextos, como nas instituições onde já quase não mais se fala das tradições indígenas,desse modo, contribuindo ainda mais para a desqualificação de seus costumes e tradições. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Tais eventos devem ser abertos a toda população, com oficinas, exposições, palestras e curta-metragem que apresentem para a sociedade a importância desse povo. Espera-se que, dessa forma, a população brasileira possa romper com essa visão preconceituosa e passe a valorizar a diversidade cultural e étnico-racial.