O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 28/08/2020

Desde o surgimento das grandes navegações, e a busca pela expansão europeia de suas fronteiras, mercado consumidor e mão de obra, inúmeras populações passaram a serem “descobertas” e massacradas pelos colonizadores, povos passam a perder sua cultura e o principal, sua essência. Com a usurpação de seus valores, tais indivíduos tornam-se à margem da extinção e perdem ao longo dos séculos cada vez mais seus preceitos e crenças. Porém, com o advento da globalização e sua implicação na conexão de diversas culturas através do meio digital, tais povos passam a dispor de meios de proliferação  e redescobrimento de sua própria história.

Ao examinar-se dados pertencentes ao IBGE, publicados em 2010, 12,5% dos territórios brasileiros pertenciam a reservas de comunidades indígenas, tal porcentagem reflete a desvalorização, por parte do povo brasileiro com relação a suas próprias raizes e história, essa depreciação histórica acarreta em diversos fatores maléficos ao que se refere a representatividade e valorização indígena, perde-se a essência de um povo e abdica-se de futuras gerações o conhecimento sobre os seus antepassados, acarretando em uma ruptura cultural de todo um país.

Entretanto, fazendo alusão a expansão do conhecimento através da noção de cibercultura, criada por Pierre Lévy, que diz respeito a atitudes e modos de pensamento que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. Com o desenvolvimento do uso de meios tecnológicos como resposta para questionamentos do dia a dia, passa-se, na área da perpetuação histórico-cultural, a existir a proliferação da informação, tornando acessível cognições a respeito de crenças e valores de populações indígenas, fazendo com que indivíduos que antes apenas teriam acesso a tais conhecimentos visitando aldeias, agora possam usufruir do meio tecnológico para sanar seus questionamentos.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para solver o impasse. Usando como base os dizeres de Pitágoras, de que deve-se educar as crianças para que não seja necessário punir os adultos, torna-se evidente que medidas devem ser repercutidas para o maior e mais acessível alcance dos valores indígenas. Portanto, o governo juntamente com o Ministério da Educação devem promover a disseminação de valores e crenças de tais povos e orientar sobre a importância de perpetuarmos os valores indígenas, através de palestras promovidas por decendentes de indígenas que ainda praticam costumes de seus antepassados, nas escolas, desde o ensino fundamental ao médio. Assim como, os mesmo devem executar a criação de propagandas e panfletos para serem distribuídos a toda a população com forma de proliferar o conhecimento das raízes culturais do Brasil.

Apenas assim, a população brasileira irá se tornar uma sociedade justa e igualitária.